Raízes que contam histórias

HERBÁCEAS, SABERES ANCESTRAIS E TROCAS CULTURAIS

Autores

  • Guylherme D'Willian de Jesus Pereira Instituto Federal de São Paulo, Câmpus São Paulo
  • Aline Silva Santos IFSP

Palavras-chave:

Ervas, Afrodescendente, Indígenas, Projetos paisagísticos

Resumo

Desde os primórdios da humanidade há evidências da relação estabelecida dos seres humanos com a Flora e Fauna (Albuquerque et al., 2022). O vegetal, nas suas mais diversas formas, oferece material para nutrir, vestir, curar e abrigar os seres vivos; entretanto, não é somente no sentido prático do consumo que essa relação se dá. Diversos povos e culturas, por exemplo, atribuem sacralidade aos vegetais, tornando-os elementos centrais no desenvolvimento de ritos e/ou festejos, evidenciando o simbolismo e espiritualismo que as plantas podem adquirir a partir dessa relação etnobotânica (Oliveira, 2021) para além de uma função prático – objetiva.  Posto isso, o presente trabalho tem como intuito realizar um levantamento sobre ervas- herbáceas, arbustos, entre outros com propriedades medicinais- com influência afro e indígenas brasileiras, os quais sofrem diversos apagamentos a partir da lógica da colonialidade do poder (Quijano, 2005). Objetiva-se, então, documentar essas espécies vegetais discutindo suas origens e valores simbólicos, a fim de resgatar e subverter a lógica colonial da mortandade dos saberes tradicionais afro-indígenas (Simas; Rufino, 2019). Para tanto, com levantamento de referências bibliográficas e contato com coletivos culturais e outras organizações afroconfluentes que realizem atividades que dialoguem com o tema da pesquisa, pretende-se, organizar este material em uma publicação no formato de um pequeno livro, visando a disseminação dessas espécies, de modo a fomentar seu uso tanto para projetos paisagísticos como no âmbito doméstico.

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Publicado

2026-02-06