GERAÇÃO DE ILHAS DE CALOR: IMPACTOS TÉRMICOS DA EXPANSÃO FOTOVOLTAICA NO BRASIL

Autores

  • Bruno Masahal Tino Evangelista Instituto Federal de São Paulo - Campus Votuporanga
  • Mara Regina Pagliuso Rodrigues Instituto Federal de São Paulo - Campus Votuporanga

Palavras-chave:

energia solar, ilhas de calor, termodinâmica, eficiência fotovoltaica, geração distribuida

Resumo

Este trabalho analisa a relação entre o crescimento da geração de energia fotovoltaica no Brasil e a possível formação de ilhas ou bolhas de calor, com base em revisão bibliográfica e estudos de caso internacionais. Considerando a baixa eficiência média dos sistemas fotovoltaicos (cerca de 26%), a maior parte da radiação solar absorvida é dissipada como calor no ambiente, conforme a Segunda Lei da Termodinâmica. A metodologia adotada foi teórica, fundamentada em análise de dados secundários e princípios termodinâmicos. Os resultados indicam que o impacto térmico varia conforme condições locais: em áreas urbanas densas ou regiões áridas, a concentração de painéis solares pode intensificar o efeito de ilha de calor, enquanto em áreas com vegetação o efeito pode ser mitigado. Conclui-se que são necessários limites regulatórios e pesquisas empíricas para orientar políticas públicas que previnam o agravamento desse fenômeno, garantindo um crescimento sustentável da energia solar.

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Publicado

2026-02-06