O ANGELICAL EM YEATS E O DEMONÍACO EM JOYCE
DOIS CONCEITOS OPOSTOS DE PHARMAKOS
Palavras-chave:
Intertextualidade, Pharmakos, Figuração de Personagens, Literatura IrlandesaResumo
Considerando-se uma perspectiva intertextual no âmbito da literatura comparada, esta pesquisa de doutorado propõe analisar questões convergentes e/ou destoantes entre as personagens Kathleen, de William Butler Yeats, e Stephen Dedalus, de James Joyce. Para tanto, serão consideradas três obras, The Countess Kathleen (1893) de Yeats, Um Retrato do Artista quando Jovem (1914, 2016) e Ulisses (1922, 2007) de Joyce. Trata-se, pois, de identificar e analisar, nessas duas personagens, como ocorre o diálogo intertextual entre elas e as obras a que pertencem, utilizando estudos de literatura comparada, intertextualidade, construção e figuração de personagens. A partir da análise intertextual, propõe-se estudar o conceito de pharmakos, ou, como também é classificado por Northrop Frye (1957, 2014), bode expiatório. Levanta-se a hipótese de que Kathleen e Stephen Dedalus podem ser considerados duas formas diferentes de pharmakos, istó é, Kathleen pode ser descrita como um pharmakos angelical por respeitar a pureza de sua alma e as convenções sociais, auto sacrificando-se, ao abster-se de sua “alma pura”, em prol do bem estar de pobres camponeses de almas menos valiosas. Stephen Dedalus, por sua vez, será hipotetizado como um pharmakos demoníaco por negar sua fé. Stephen “aceita” a corrupção de sua alma ao divergir de questões religiosas e convenções sociais nas quais estava inserido. Dessa maneira, a pesquisa de doutorado objetiva discutir questões concernentes ao desenvolvimento das personagens, o diálogo intertextual entre elas, o conceito de pharmakos dentro da crítica literária e a dicotomia entre a Condessa Kathleen e Stephen Dedalus.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 EICPOG

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.