POR INFÂNCIAS MENOS MEDICALIZADAS

REVISÃO DE DADOS DE PESQUISA OBTIDOS NOS CURSOS DE LICENCIATURA OFERTADOS PELO IFSP

Autores

  • Sara Gabriele de Souza Pereira IFSP
  • Karla Paulino Tonus Instituto Federal Educação Ciências e Tecnologia do Estado de São Paulo- Campus Boituva

Palavras-chave:

Formação de professores, medicalização, pedagogia, TDAH

Resumo

Este trabalho apresenta as investigações sobre como os temas TDAH e medicalização são abordados na formação docente nos cursos de Licenciatura ofertados pelo IFSP. Com base em pesquisa documental e bibliográfica, analisaram-se dados de projetos pedagógicos de curso (PPC) e planos de ensino de diferentes campi, antes e depois da reformulação e da implementação do currículo de referência. Observou-se um aumento na presença dos termos “fracasso escolar” e “dificuldades de aprendizagem”, porém “TDAH” e “medicalização” ainda aparecem de forma limitada e, muitas vezes, sob uma perspectiva hegemônica. A pesquisa revela que a licenciatura em Pedagogia, embora central para a discussão, nem sempre lidera na abordagem crítica dessas temáticas. Defende-se a necessidade de uma formação docente que supere visões medicalizantes da infância e promova práticas pedagógicas que reconheçam a complexidade do desenvolvimento humano. Verifica-se que os cursos precisam avançar na incorporação crítica dos temas, favorecendo um olhar pedagógico mais sensível às diferenças e menos pautado em diagnósticos clínicos. A análise continua em andamento, e a próxima etapa é examinar os componentes curriculares dos cursos de licenciatura em Pedagogia a partir do recorte dos buscadores “TDAH” e “Medicalização”.

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Publicado

2026-02-06