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61 submissões recebidas!

2026-09-04

Recebemos 61 submissões de todo o Brasil e da América Latina! Daremos início ao processo de revisão duplo-cega por pares e logo comunicaremos aos autores.

Agradecemos a todos que enviaram contribuições! A qualidade das pesquisas submetidas contribui para a consolidação do SCTI como um evento de trocas entre diferentes campos e tem´áticas.

Saiba mais sobre 61 submissões recebidas!

Edição Atual

2026: IV SCTI - Seminário Cidade, Territorialidades e Interseccionalidade - Territórios, Paisagens e Memórias: Diálogos interdisciplinares sobre patrimônios e identidades

Em sua quarta edição, o Seminário Cidade, Territorialidades e Interseccionalidade (SCTI) propõe, em 2026, o tema Territórios, Paisagens e Memórias: diálogos interdisciplinares sobre patrimônios e identidades, reunindo pesquisadores(as), estudantes, profissionais e movimentos sociais para refletir sobre as múltiplas formas de produção, representação, preservação e disputa dos territórios. O evento será realizado nos dias 11 e 12 de novembro de 2026, integrando a programação do V Novembro Negro [Calendário Afirmativo do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) - Campus São Paulo], reafirmando o compromisso institucional com a valorização da diversidade, da justiça social e da produção de conhecimentos comprometidos com a transformação da realidade.

Partindo de uma perspectiva interdisciplinar e interseccional, esta edição propõe ampliar o debate sobre os modos como cidades, paisagens, tecnologias, patrimônios materiais e imateriais, representações e práticas culturais constituem experiências coletivas e produzem sentidos de pertencimento. Em um contexto marcado pela intensificação das mudanças climáticas, pela expansão das tecnologias digitais e a crescente intervenção tecnológica nas relações sociais, pelas disputas em torno da memória coletiva e pelas permanentes desigualdades socioespaciais, torna-se fundamental compreender os territórios para além de sua dimensão física. Os territórios são também espaços de construção de identidades, de produção de paisagens, de circulação de saberes, de conflitos, de pertencimentos e de preservação de patrimônios materiais e imateriais, expressando as múltiplas relações entre sociedade, cidade e natureza e evidenciando o papel das paisagens e dos ecossistemas na promoção da qualidade ambiental, da memória coletiva e da resiliência dos territórios. Da mesma forma, as paisagens não constituem apenas cenários, mas expressam processos históricos, culturais, políticos e ambientais, revelando as marcas das relações entre sociedade e natureza ao longo do tempo. 

Nesta edição, o seminário convida a comunidade acadêmica e a sociedade civil a refletirem sobre as conexões entre memória, patrimônio, tecnologia, cultura, ecossistemas e território, reconhecendo que as identidades são continuamente construídas, disputadas e ressignificadas. Em diálogo com diferentes áreas do conhecimento, busca-se ampliar as possibilidades de interpretação dos fenômenos contemporâneos, valorizando abordagens interdisciplinares capazes de articular escalas, temporalidades e experiências diversas.

Os debates serão organizados em cinco Sessões Temáticas (STs), que contemplam diferentes perspectivas de investigação: 1)Cidades, Crise Climática e Resiliências no Sul Global; 2)Tecnologias, infraestrutura, desigualdades e territórios em disputa no contexto das Big Techs; 3)Paisagens e paisagismos; 4)Pensar representações e representatividades; e 5)Preservação e memória do imaterial: fenômenos e suportes. Complementando essa programação, o evento contará com mesas de debate dedicadas às relações entre território, memória e permanências, bem como às transformações contemporâneas provocadas pelas tecnologias digitais, pelos dados e pelas novas formas de produção e preservação da memória. As submissões de trabalhos para as STs já estão abertas, e o template para elaboração dos trabalhos está disponível no site. Convidamos todas as pessoas a submeterem seus trabalhos e participarem dos debates propostos pelo IV SCTI.

Ao reunir diferentes campos do conhecimento, o IV SCTI reafirma seu caráter interdisciplinar e seu compromisso com a produção de reflexões críticas sobre os desafios contemporâneos. Mais do que discutir os territórios, patrimônios e identidades como objetos de análise, consideramos a sua condição de construções históricas, culturais, políticas e sociais, continuamente atravessadas por relações de poder, processos de territorialização e diferentes formas de representação. Ao possibilitar o diálogo entre pesquisadores, estudantes, docentes, profissionais de diferentes áreas e a comunidade, o seminário busca fortalecer diálogos capazes de articular questões relacionadas às cidades e às resiliências no Sul Global; às tecnologias, infraestruturas e territórios em disputa; às múltiplas concepções de paisagem e paisagismo; às representações e representatividades na arte, na cultura e na educação; e aos processos de preservação dos patrimônios e das memórias, especialmente em suas dimensões imateriais.

Espera-se, assim, construir um espaço plural de diálogo e intercâmbio, capaz de aproximar diferentes perspectivas teóricas, metodológicas e práticas, fortalecendo redes de pesquisa e valorizando conhecimentos produzidos na universidade, nas escolas, nos movimentos sociais, nas comunidades tradicionais, nos coletivos culturais e nos diversos sujeitos que, cotidianamente, produzem, preservam e transformam os territórios.

MESAS

Dia 11 de Novembro (quarta-feira)

Local: Auditório IFSP – Campus São Paulo | Presencial

8h00 - 8h15 abertura 

8h15 - 10h.15  Mesa 1 - Habitar as várzeas: territórios, memória e permanências

Compreender as várzeas dos rios da cidade de São Paulo exige considerá-las como efeitos provisórios das associações entre os próprios rios, processos de produção de infraestruturas, transformações urbanas, práticas cotidianas e as pessoas que delas participam. Essas associações produzem continuamente tanto as várzeas quanto às formas de vida que as constituem, ao mesmo tempo em que são reconfiguradas por essas próprias formas de vida. É a partir dessa perspectiva que a mesa reúne representantes de diferentes experiências para discutir como especialmente as populações negras e outros grupos historicamente marginalizados, por meio de suas práticas, formas associativas e modos de habitar, participaram da constituição histórica das várzeas paulistanas e continuam reconfigurando esses territórios diante das disputas e transformações urbanas. A partir de perspectivas diversas, propõe refletir sobre as memórias que permanecem vivas, os vínculos construídos com esses territórios e as práticas culturais e comunitárias que seguem fazendo a cidade. Também abordará os desafios enfrentados por esses grupos, como a preservação de suas práticas, o reconhecimento de seus patrimônios materiais e imateriais, as disputas pelo território e as condições para a continuidade dessas formas de vida. A mesa parte da ideia de que compreender a vida nas várzeas significa reconhecer uma dimensão fundamental da história de São Paulo e os sujeitos que, muitas vezes, permaneceram à margem das narrativas oficiais.

Convidados:

Tio Toninho (Antônio de Jesus Marcos): Presidente do Grêmio Esportivo e Recreativo Cruz da Esperança
Alberto Luiz dos Santos: Doutor em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP)

Mediadores:

Giselly Barros Rodrigues: Professora doutora efetiva do IFSP
Pedro Henrique de Carvalho Rodrigues: Professor doutor efetivo do IFSP

 

Dia 12 de Novembro (quinta-feira)

Local: Auditório IFSP – Campus São Paulo | Presencial

8h30 - 10h15  Mesa 2 - Novos colonialismos, novos registros, novas representações

As novas tecnologias de informação e comunicação são, disseminadas, enquanto discurso, como irreversíveis, irresistíveis e como parte de um avanço natural da tecnologia. Entretanto, essa visão tecnocêntrica desconsidera os impactos e as particularidades de cada comunidade frente ao avanço implacável desse novo tipo de colonialismo: o colonialismo digital, de dados e de algoritmos, e do impacto nas culturas tradicionais e locais. Nesta mesa pretendemos discutir como os avanços tecnológicos recentes afetam os saberes e comunidades tradicionais; como novas formas de subversão do discurso do progresso tecnológico capitaneado pelo Norte global podem ser operacionalizadas, como formas de apropriação e resistência a essas tecnologias pelo Sul global podem ser estruturadas, e a necessidade de se uma nova epistemologia sobre essas questões, partindo das relações Sul-Sul, é necessária. Abordará a questão da tecnologia como um tema amplo e como processo histórico em curso, com destaque para a questão dos dados e dos impactos da Inteligência Artificial na vida dos indivíduos e da sociedade. 

Convidados:

Em breve!

Mediador:

Juliano Pita: Professor doutor efetivo do IFSP

 

 

SESSÕES TEMÁTICAS (Submissões e apresentações de trabalhos)

ST1: Cidades, Crise Climática e Resiliências no Sul Global 

Esta sessão temática objetiva analisar, a partir de um recorte interseccional, as interfaces entre urbanização, crise climática e desigualdades socioespaciais no Sul Global, considerando que crises sanitárias, inundações, ondas de calor, deslizamentos, bem como carências infraestruturais relativas a saneamento e manejo de resíduos, refletem a exposição diferencial de grupos racializados a riscos ambientais. Propõe-se, assim, um debate crítico acerca de abordagens tecnocráticas, contrapondo-lhes saberes comunitários e práticas colaborativas de gestão territorial enquanto repertórios fundamentais para o fortalecimento da resiliência urbana. A sessão convida à submissão de trabalhos que articulem, de maneira interdisciplinar, experiências de planejamento participativo, estratégias de redução de desastres, modelos de governança adaptativa e mecanismos de salvaguarda patrimonial, com ênfase na justiça socioambiental e na equidade étnico-racial.

ST2: Tecnologias, infraestrutura, desigualdades e territórios em disputa no contexto das Big Techs 

A seção examina as transformações territoriais e infraestruturais promovidas pelas Big Techs no Sul Global, focando nas disputas por poder, regulação e justiça espacial. Analisa a concentração de data centers e seus impactos no território, prejuízos ambientais, especulação imobiliária e segregação, configurando um colonialismo infraestrutural. Discute o streaming e sua ameaça à preservação de acervos audiovisuais pela curadoria algorítmica e obsolescência programada, prejudicando a diversidade cultural e memória de grupos subalternizados. Com perspectiva interseccional, aborda machismo e racismo algorítmico, evidenciando vieses discriminatórios que restringem acesso a informação, tecnologia e bens culturais, além de expor grupos historicamente discriminados a riscos. Convida ao debate sobre regulação, soberania tecnológica e territorial  e resistências comunitárias contra o extrativismo de dados, defendendo políticas públicas voltadas à equidade étnico-racial e autonomia territorial. Também aborda a questão do extrativismo predatório digital do sul global como outra faceta do colonialismo digital, seja pelo deslocamento desses dados para datacenters do Norte (ou sob controle do Norte Global) ou como material de treinamento de modelos de Inteligência Artificial, utilizados depois para reforçar vieses e exclusões.

ST3: Paisagens e paisagismos
Embora a tradição ocidental tenha consolidado a paisagem como categoria associada à contemplação, à representação e à composição visual, diferentes matrizes culturais a compreendem como uma rede de relações entre memória, território, ancestralidade, práticas cotidianas e formas de existência. Nesse sentido, pensar outras paisagens implica também reconhecer outras epistemologias, capazes de deslocar o olhar da paisagem como objeto para a paisagem como experiência vivida. Assim, esta seção temática propõe reunir reflexões que abordem as múltiplas formas de produzir, interpretar e habitar as paisagens, considerando-as como construções históricas, culturais e políticas, marcadas por diferentes temporalidades, identidades e disputas. Serão acolhidos trabalhos que discutam as relações entre paisagens, patrimônios, memórias, territorialidades e práticas de paisagismo, privilegiando abordagens interdisciplinares que contribuam para ampliar o entendimento da paisagem como expressão das interações entre sociedade, cultura e natureza. 

ST4: Pensar representações e representatividades 

A seção temática visa discutir dois temas recorrentes no ensino, na produção e na apreciação artística: representação e representatividade. Propõe-se colocá-los em diálogo para evidenciar suas eventuais aproximações, tensões e distanciamentos, refletindo sobre os modos como imagens, discursos e práticas culturais constroem narrativas e produzem visibilidades. Na representação do desenho, da arte, da arquitetura, do ensino e da cultura, pode haver, ou não, a representatividade social, política e cultural de pessoas, grupos e saberes historicamente excluídos. Busca-se discutir, concretamente, a ampliação dos sistemas de representatividade na história da arte, da arquitetura e da cultura, a partir do questionamento dos paradigmas eurocêntricos e da valorização de perspectivas plurais, decoloniais e interseccionais, capazes de ampliar os repertórios de pesquisa, ensino e produção do conhecimento. 

ST5: Preservação e memória do imaterial: fenômenos e suportes 

A seção temática visa abordar as questões do registro e preservação do patrimônio imaterial. Pelas suas próprias características, possuem uma dinâmica de difícil qualificação, demandando diferentes suportes, técnicas e procedimentos para sua preservação. Discute o próprio conceito de preservação, associado muitas vezes à questão material e imutável, à manifestações que, por sua natureza, encontram-se em constante desenvolvimento. Aborda a questão dos suportes físicos e digitais como interlocutores dos fenômenos materiais, e a própria questão da manutenção, seja no meio material, seja no meio digital.

 

CRONOGRAMA 2026 (atualizado em 15/08/2026)

  • Submissão dos trabalhos - até 25/agosto
  • Avaliação dos trabalhos - 25/setembro
  • Divulgação dos resultados - até 05/outubro
  • Entrega dos trabalhos revisados e identificados - 12/outubro
  • Divulgação da organização das apresentações nas STs - até 20/outubro 
  • Realização do evento - 11 e 12/novembro
  • Publicação dos Anais do IV SCTI - ao longo de 2027

 

Organização do evento:

Este seminário é organizado pelos grupos de pesquisa GEPRETAS – Grupo de Estudos e Pesquisas das Relações Étnico-raciais no Território, Arquitetura e Sociedade, NEPIM – Núcleo de Estudos do Patrimônio Imaterial e Material e oby – laboratório cidade e paisagem, todos vinculados ao Departamento de Construção Civil (DCC) - Curso de Arquitetura e Urbanismo - do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) – Campus São Paulo.

Instagram: @scti.seminario | @campus_saopaulo_ifsp | @gepretas | @nepim_ifsp | @oby_lab

Apoio: IFSP - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (Campus São Paulo)  | CAU/SP - Conselho de Arquitetura e Urbanismo (SP)

Publicado: 2026-07-13
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