TOPONÍMIA E SEMIÓTICA NA NOMEAÇÃO DOS BAIRROS DE DOURADOS

O JARDIM OURO VERDE COMO SÍMBOLO DE MEMÓRIA E CULTURA

Autores

Palavras-chave:

identidade, história, cultura local, significados, linguagem

Resumo

Analisamos o processo de nomeação de 21 bairros em Dourados/MS, com foco na região do Jardim Ouro Verde. Com base no modelo taxonômico de Dick (1980; 1992), identificou-se que os nomes predominantes são "antropotopônimos" (nomes próprios), seguidos por "etnotopônimos" (relacionados a elementos étnicos) e "hagiotopônimos" (ligados a santos e santas). Além da classificação dos toponímios, a pesquisa propôs uma análise semiótica, investigando como os signos presentes nos nomes dos bairros representam e comunicam a identidade e a história das comunidades locais. A semiótica, nesse contexto, revela como esses nomes carregam significados culturais, sociais e históricos, transcendendo a simples identificação geográfica. O estudo ressalta a relevância dos estudos toponímicos para a preservação da memória e cultura locais, evidenciando a conexão entre linguagem, território e identidade.

Biografia do Autor

Letícia Camargo Galuci, Universidade Federal da Grande Dourados

Possui graduação em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal da Grande Dourados (2023). Foi bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) entre 2019 e 2020. Foi bolsista de Iniciação Científica pelo CNPq entre 2020 e 2021. Foi bolsista do Programa de Projetos de Pesquisa na Licenciatura (PROLICEN) entre 2022 e 2023. Aluna regular do mestrado em Letras da Universidade Federal da Grande Dourados na linha de Estudos de Língua(gens) e Discurso. Atualmente é bolsista pela CAPES. 

Paula Aparecida Diniz Gomides, Universidade Federal de Minas Gerais

Pós-Doutoranda em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Doutora em Educação na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Mestra em Educação pela Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) e Licenciada em Pedagogia (Libras-Língua Portuguesa) pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). Meus principais interesses situam-se no âmbito dos Letramentos Acadêmicos, mais especificamente, nas experiências de estudantes estrangeiros e/ou trajetórias de docentes e discentes vinculados a programas de Pós-Graduação de Excelência, em meio as práticas de letramento acadêmico e as relações de poder. Pesquisadora vinculada ao Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale) da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais UFMG e ao Grupo de Pesquisa em Alfabetização, Linguagem e Decolonialidade da Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ). Atualmente trabalho com as demandas estabelecidas aos programas de Pós-Graduação, como as políticas de inserção internacional e seu impacto nas práticas de leitura e escrita dos principais atores desses processos e Educação Bilíngue de Surdos (Português - LIBRAS). 

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Publicado

2026-07-15