RESISTÊNCIA, IDENTIDADE E ANCESTRALIDADE

O TRABALHO DA ASSOCIAÇÃO “CABEÇA DI NEGO” NA PERIFERIA DE SERTÃOZINHO, SÃO PAULO.

Autores

  • Marina Urizzi UNESP Araraquara

Palavras-chave:

segregação sociorracial, população negra, Cabeça di Nego, cultura afro-brasileira, Sertãozinho

Resumo

: Esse trabalho apresenta as principais características da atuação da Associação “Cabeça di
Nego” na periferia de Sertãozinho, interior de São Paulo. Mais especificamente, essa organização está
instalada em um conjunto habitacional que integra, junto a outros bairros, a região norte da cidade. A
Associação proporciona projetos a crianças e adolescentes, como aulas de percussão, capoeira, danças
urbanas, exibições de filmes nas ruas, entre outros. A investigação sobre esse grupo insere-se dentro
da pesquisa de doutorado em desenvolvimento inicial. O objetivo principal da pesquisa é compreender
se podemos afirmar que há segregação sociorracial na cidade de Sertãozinho. Posteriormente, serão
investigadas as sociabilidades criadas na periferia, em busca de uma apreensão sobre como são
afetados os moradores negros diante das dimensões do racismo e do estigma que se supõe serem
presentes em seus cotidianos. Nesse sentido, estima-se que o coletivo “Cabeça di Nego” merece
notoriedade analítica, pois sua presença na periferia fortalece laços entre os moradores, impulsiona
saberes e valores por meio da cultura afro-brasileira. A pesquisa será realizada com imersão em
trabalho de campo, contando com observação participante, coleta de entrevistas com membros da
Associação e moradores que se beneficiam dos projetos por ela ofertados.

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Publicado

2026-07-14